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MENDONÇA REJEITA A AÇÃO CONTRA O REAJUSTE DE 15% DO BOLSA FAMÍLIA HORAS DEPOIS DE SER SORTEADO RELATOR

O mesmo ministro que a campanha de Lula já acusava de querer beneficiar um lado decidiu contra o pedido da oposição.

Redação NOGNEWS
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MENDONÇA REJEITA A AÇÃO CONTRA O REAJUSTE DE 15% DO BOLSA FAMÍLIA HORAS DEPOIS DE SER SORTEADO RELATOR
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Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje!

Quinta-feira, 17 de setembro. De manhã, o anúncio do aumento. À tarde, o sorteio no TSE. À noite, a decisão. Tudo no mesmo dia.

André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, rejeitou a representação do deputado Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O pedido queria travar só o aumento, mantendo o valor antigo até o fim do processo eleitoral, e ainda pedia multa e a cassação do registro do Papai Noel de Outubro.

Deu tudo errado pra quem entrou com a ação. E deu certo pro Planalto.

O QUE ESTAVA EM JOGO

O deputado sustentava conduta vedada a agente público em ano eleitoral, com base no artigo 73 da Lei das Eleições. Argumentava que o Bolsa Família já existir não bastava, porque a ampliação não estava na execução orçamentária do ano anterior.

O ponto mais forte da petição era o calendário. O piso ficou em R$ 600 por praticamente todo o mandato, o aumento não estava no Orçamento de 2027 mandado ao Congresso em agosto, e a recomposição de três anos só apareceu a 17 dias do primeiro turno, com as pesquisas apertando.

Do outro lado, a AGU dizia que a medida não cria benefício novo nem muda critério de entrada, e que só repõe a inflação acumulada desde março de 2023, pelo INPC até agosto de 2026.

O TSE de Mendonça ficou com essa segunda leitura. O aumento está de pé.

A ARMADILHA QUE NÃO FUNCIONOU

Na política, ninguém prepara acusação contra quem vai perder.

Antes de o ministro escrever uma linha, gente da campanha de Lula já espalhava o recado: se ele decidisse antes da eleição, seria acusado de favorecer um lado. Montaram o palanque do "ministro bolsonarista" com o processo ainda quentinho na mesa.

Só que aí veio a decisão. E ela derrubou o pedido da oposição.

Repara na posição em que isso deixa cada um. O homem que Gilmar chamou de "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral" nesta mesma semana acabou de negar uma ação movida por um deputado do PL contra o candidato do PT. Na primeira chance de usar a toga a favor do próprio campo, ele não usou.

Quem quiser continuar dizendo que o relator do caso Master decide por conveniência política vai ter que explicar essa quinta-feira.

E olha a ironia fina. A campanha de Flávio Bolsonaro chegou a estudar entrar com ação própria e desistiu. O deputado foi sozinho. Perdeu sozinho. E ainda entregou de bandeja ao governo um selo que dinheiro nenhum compra: agora o Planalto pode dizer que o aumento passou pelo crivo da Justiça Eleitoral.

Em campanha, ação apressada não derruba adversário. Ela carimba o adversário.

O QUE MUDA NA PRÁTICA

Nada, pro cofre. Tudo, pro discurso.

O pagamento reajustado continua marcado pra 19 de outubro, depois do primeiro turno e antes do segundo. Os R$ 5,8 bilhões de 2026 seguem de pé. Os cerca de R$ 22 bilhões de 2027 também, mesmo sem estarem no Orçamento que o próprio governo mandou pro Congresso.

A decisão de hoje não responde a pergunta que interessa. Ela diz que o aumento pode ser pago. Não diz por que ele demorou três anos e meio pra aparecer.

Isso quem responde não é o TSE. É a urna.

E VOCÊ?

Enquanto isso, a mãe que recebe o benefício virou peça de tabuleiro em três lugares diferentes.

Aí ela esperou três anos pelo reajuste. Aí ela virou argumento de palanque em setembro. Aí ela virou processo no tribunal na mesma tarde.

E ninguém, em lugar nenhum dessa história, perguntou nada pra ela.

Pro pobre, o papel de vitrine. Pros outros, o jogo.

EM CIMA DA MESA

Ao Papai Noel de Outubro: a Justiça liberou o pagamento. Agora explica o atraso de três anos.

Ao Leitor do Telegram: o "boneco de campanha" acabou de negar a ação da própria direita. Ainda tá de pé o apelido?

À oposição: tinham o calendário na mão e a conta fora do Orçamento. Por que entraram com pressa e no dia do anúncio?

O governo ganhou a decisão de hoje. E o ministro que eles chamavam de parcial foi quem entregou.

Acusaram o ministro de jogar pra um lado antes de ele jogar. Ele jogou, e a bola entrou no gol da oposição.

A VERDADE NÃO PEDE LICENÇA.

Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.

TRIBUNAL DO LEITOR

Agora, decida você mesmo.

Depois de analisar os fatos apresentados nesta matéria, qual é o seu veredito?

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