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A HIPOCRISIA DA ESQUERDA É SEM LIMITES

Feriado de 12 de outubro, Avenida Paulista: imagem mostra garis limpando pichação e lixo enquanto a esquerda prega o fim da escala 6x1.

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A HIPOCRISIA DA ESQUERDA É SEM LIMITES
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Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.

Segunda-feira, 12 de outubro. Feriado nacional. Avenida Paulista, em frente à estação Trianon-Masp. Quem trabalha? O gari.

A imagem que circula nas redes mostra o retrato. De um lado, a parede da estação pichada, cartaz colado, “Palestina Livre” em tinta vermelha. Do outro, o chão tomado de lixo e bandeira vermelha jogada. No meio, quatro trabalhadores de uniforme laranja, “Limpeza Pública” escrito nas costas, de vassoura na mão.

Ao fundo, ainda dá pra ver as bandeiras do ato.

A BANDEIRA E A VASSOURA

A esquerda defende o fim da escala 6x1. Fala em dignidade, em descanso, em vida além do trabalho. O discurso é bonito, está na faixa e está no palanque.

Mas a conta da festa foi pra quem, no feriado? Pro trabalhador. O que quer folga é o mesmo que gera serviço extra pra quem não tem escolha.

Limpeza urbana trabalha em feriado, todo mundo sabe. O que se pergunta é quem fez a conta ficar maior.

O QUE A IMAGEM MOSTRA

  • Parede pichada de ponta a ponta, na estação de metrô.
  • Lixo espalhado pela calçada.
  • Bandeira vermelha amassada no chão.
  • Um caminhão de coleta já com a caçamba cheia.
  • E o gari, de cabeça baixa, varrendo a sujeira dos outros.

O ato é livre. A pichação é crime. E a vassoura é de quem não tem voz no microfone.

AÍ O TRABALHADOR PERGUNTA

Aí o gari acorda cedo. Aí o gari pega o uniforme. Aí o gari limpa o que não sujou.

Quem lutou pela folga dele? Quem foi pra rua em nome do trabalhador? Quem fez o ato, deixou a Paulista no chão e foi pra casa descansar?

Defende o povo no discurso, mas não limpa o próprio rastro. Fala de direito, mas esquece o dever. Pede dignidade, e a dignidade dos outros vira vassoura.

Pra eles, o trabalhador é bandeira. Pra gente, é gente.

O QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO

Agora tira o olho do gari e olha o desenho.

A esquerda precisa do povo como símbolo. Precisa do trabalhador na faixa, no slogan, no santinho. Mas o trabalhador de verdade, o que recolhe o saco preto às seis da manhã, não aparece no palanque. Aparece depois, no rodapé da foto.

É isso que o povo vê quando passa na calçada. O discurso fica na tribuna e a sujeira fica na rua. E quem paga a diferença é sempre o mesmo, o que acorda cedo.

A fotografia faz o serviço que o argumento não faz. Ninguém precisa explicar. Basta olhar a vassoura.

O QUE FICA PENDENTE

Quem organizou o ato vai ter que responder uma coisa simples. Se a luta é pelo trabalhador, quem limpou a Paulista no feriado?

A esquerda quer o fim da escala 6x1. Enquanto isso, o gari trabalha em pleno feriado, atrás dela.

O Estado cresce quando VOCÊ empobrece.

Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.

TRIBUNAL DO LEITOR

Agora, decida você mesmo.

Depois de analisar os fatos apresentados nesta matéria, qual é o seu veredito?

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