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A JOGADA DA PF PRA AJUDAR LULA COMEÇOU!

Andrei Rodrigues confirma investigação da PF sobre suposta "interferência de Trump nas eleições". Às vésperas do primeiro turno. A oposição já deu o nome: eleitoreira.

Redação NOGNEWS
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Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje!

Olha a ordem das peças. Presta atenção.

Primeiro: o jornal britânico The Guardian publica uma reportagem.

Segundo: a AGU, que é o advogado do governo Lula, pega essa reportagem e faz uma representação.

Terceiro: a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal abre uma apuração técnica.

Quarto: o diretor-geral, Andrei Rodrigues, vai a público e confirma.

Uma reportagem virou investigação. Em quatro passos. Na reta final da eleição.

PARA TUDO E ME ESCUTA

Quem pediu? O governo. Quem investiga? A polícia que o governo comanda. Quem anuncia? O chefe dessa polícia. E pra quem aponta o dedo? Pra campanha adversária, colada numa tal "interferência estrangeira" do Trump.

Uma coincidência pode acontecer. Quatro começam a pedir explicação.

A DESCULPA É TÉCNICA. O EFEITO É POLÍTICO.

A defesa vai dizer que é "apuração técnica". Que é rotina. Aspas nossas, porque o público já viu esse filme. Segundo a própria cobertura, o uso de relatórios de inteligência da PF em momentos sensíveis do calendário eleitoral já vinha desgastando a imagem de neutralidade da corporação. E agora a Inteligência volta ao palco, justo na véspera do voto.

Nada disso está provado como armação, e a redação deixa a conta na mesa. Mas manchete não precisa de condenação pra fazer estrago. Basta a palavra "investigação" ao lado do nome da oposição. O eleitor não lê inquérito. O eleitor lê o título.

O QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO

Você acha que a notícia é a PF investigar o Trump? Não é. A notícia é o relógio.

Quem joga xadrez no escuro sabe: não se ganha eleição só no voto, se ganha na pauta. O governo não precisa provar nada. Precisa que, na hora de decidir, o assunto da mesa seja "o adversário é fantoche de gringo". E que ninguém fale do problema de casa.

É o fato político fazendo o serviço sujo. O problema interno sai do jornal. Entra a bandeira da soberania. E a polícia vira holofote. Holofote só ilumina onde o dono mandar.

Aí o seu boleto some da conversa. Aí a fila some da conversa. Aí o preço no mercado some da conversa. Aí sobra o gringo.

E quem paga essa conta, né? Você.

A PF devia blindar a eleição. Virou a pauta da eleição. Devia ficar fora do jogo. Entrou no jogo. E, por fim, virou jogador.

Se a investigação nasce no governo, mira na oposição e estoura na véspera do voto, a quem ela serve? Pergunta simples. A resposta, mais ainda. Lógico, né?

EM CIMA DA MESA

Andrei Rodrigues tem uma pergunta pra responder: quem escolheu o momento? Se a apuração é técnica, técnica não tem pressa de eleição. Que prove. O NogNews está esperando.

Polícia que investiga com hora marcada pra eleição não investiga: faz campanha.

O Estado cresce quando VOCÊ empobrece!

Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.

TRIBUNAL DO LEITOR

Agora, decida você mesmo.

Depois de analisar os fatos apresentados nesta matéria, qual é o seu veredito?

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