Notícias

BOLSONARO LIVRE!

Defesa pede ao STF que pare a pena de 27 anos até o Supremo julgar a revisão. E o argumento é tão simples que qualquer brasileiro entende: julgaram o presidente no tribunal errado.

Redação NOGNEWS
Redação NOGNEWSJornalismo NOGNEWS
NOGNEWS
BOLSONARO LIVRE!
19px
OUÇA ESTE CONTEÚDOLeitura em áudio

Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.

Quinta-feira, 24 de setembro. Brasília. Uma petição de 26 páginas chega ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques.

O pedido é um só: suspender agora a execução da pena de Jair Bolsonaro. E manter suspensa até o Supremo julgar a revisão criminal. Ou, no mínimo, até o Plenário analisar o caso.

É o certo. E vamos mostrar por quê.

O TRIBUNAL ERRADO

Bolsonaro foi julgado pela Primeira Turma. Cinco ministros. Mas tudo que atribuem a ele aconteceu enquanto ele era presidente da República. E o Regimento Interno do próprio STF diz: presidente, em crime comum, é julgado pelo Plenário. Os onze.

Não somos nós que dizemos. É a regra do próprio Supremo.

E quem colocou isso no papel foi o próprio Plenário, que decidiu que regras de competência ligadas ao foro valem imediatamente pros processos em andamento.

Então a pergunta é uma só: a regra vale pra todo mundo ou só pra quem eles querem?

PRO LULA VALEU

Agora refresca a memória.

Março de 2021. O Supremo anulou as condenações de Lula. Motivo? Tribunal errado. Disseram que Curitiba não era o lugar certo pra julgar.

Não inocentaram. Não reviram as provas. Anularam por endereço.

E Lula saiu, virou candidato e virou presidente.

Pro Lula, tribunal errado anulou tudo. Pro Bolsonaro, tribunal errado não vale nada?

Isso tem nome. E não é justiça.

AS PROVAS QUE CHEGARAM DEPOIS

A defesa conta que primeiro recebeu só o que interessava à acusação. Depois, dezenas de terabytes de documentos.

Terabytes. Traduzindo: é jogar um caminhão de papel na porta do advogado e dizer "se vira". Ninguém se defende assim. Ninguém.

E tem a delação de Mauro Cid. Pra defesa, foi feita sem vontade, como mecanismo pra comprometer o ex-presidente. Condenar alguém a 27 anos em cima de uma delação dessas?

A CONTA QUE NÃO FECHA

E aqui está o argumento que nenhum ministro consegue rebater.

Se suspender a pena e a revisão for negada, a pena volta. Nada se perde.

Mas se a pena continuar e a revisão for aceita depois, quem devolve os anos de um homem de 71 anos? Quem devolve a liberdade?

A própria defesa resumiu: a liberdade já perdida não será recuperável.

Suspender não é favor. É prudência.

EM CIMA DA MESA

A Nunes Marques: o senhor tem nas mãos a chance de fazer o Supremo cumprir o próprio regimento.

Ao STF: se tribunal errado anulou o Lula, por que não anula o Bolsonaro?

Aos onze ministros: vão ter coragem de olhar esse caso no Plenário, onde ele devia ter estado desde o começo?

A REGRA E O ALVO

E é por isso que eu digo: não existe justiça pela metade.

Porque a regra não foi feita pra escolher alvo. Foi feita pra proteger todo mundo. O rico e o pobre. O de direita e o de esquerda. O presidente e o pedreiro.

Mas quando a regra muda conforme o réu, ninguém mais está protegido. Aí o processo vira perseguição, a toga vira farda e a sentença vira vingança.

Se a regra do tribunal certo libertou o Lula, então por que ela não serve pro Bolsonaro?

Mesma regra, outro réu.

Eles chamam isso de defesa da democracia. O povo chama de dois pesos e duas medidas.

Hoje é o Bolsonaro. Amanhã pode ser você.

Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.

TRIBUNAL DO LEITOR

Agora, decida você mesmo.

Depois de analisar os fatos apresentados nesta matéria, qual é o seu veredito?

Carregando votação…