O processo que condenou Jair Bolsonaro pode estar prestes a entrar em uma fase completamente diferente — e, desta vez, diante dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal.
Segundo informação divulgada pela jornalista Ana Flor, da GloboNews, o presidente do STF, Edson Fachin, sinalizou ao ministro Kassio Nunes Marques que uma eventual revisão criminal da condenação do ex-presidente deveria ser analisada pelo plenário, e não por uma das Turmas.
E isso muda o tamanho do jogo.
Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje!
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma a 27 anos e três meses de prisão, por quatro votos a um.
Agora, sua defesa tenta abrir uma nova frente jurídica: a revisão criminal.
UM CASO SEM PRECEDENTES
O detalhe mais importante está justamente aqui.
Segundo a reportagem, seria a primeira revisão criminal desse tipo julgada pelo STF.
É por isso que ministros discutem internamente se uma decisão dessa magnitude deveria ficar restrita a uma Turma ou ser submetida ao conjunto completo da Corte.
E a pergunta é inevitável:
Se o processo foi suficientemente importante para condenar um ex-presidente da República a mais de 27 anos de prisão, não é igualmente importante que uma revisão seja examinada pelos 11 ministros?
Nunes Marques, relator do pedido apresentado pela defesa, teria indicado que pretende movimentar o processo depois do segundo turno das eleições.
Esse calendário também merece atenção.
Porque estamos falando de Jair Bolsonaro.
Estamos falando de uma condenação histórica.
E estamos falando de uma decisão capaz de produzir consequências jurídicas e políticas gigantescas.
O PLENÁRIO MUDA TUDO?
Não necessariamente.
Levar a revisão aos 11 ministros não significa anular a condenação.
Não significa absolvição.
Muito menos significa que Bolsonaro automaticamente deixará de cumprir os efeitos da decisão anterior.
Significa uma coisa muito específica: os argumentos apresentados pela defesa poderão ser submetidos ao colegiado completo, caso a revisão seja admitida e esse entendimento sobre a competência prevaleça.
Mas politicamente existe uma diferença impossível de ignorar.
A condenação veio de cinco ministros.
Uma eventual revisão poderá colocar onze ministros diante do caso.
E aí não haverá espaço para dizer que uma questão dessa dimensão ficou restrita a uma única Turma.
AGORA QUEREMOS VER OS ARGUMENTOS
É exatamente por isso que esse julgamento, se ocorrer, precisa ser público, técnico e minucioso.
A defesa afirma que existem fundamentos para revisar a condenação?
Apresente-os.
O Ministério Público entende que a sentença deve permanecer intacta?
Demonstre por quê.
Cada ministro acredita que houve crime e que a pena foi corretamente aplicada?
Vote e explique.
Ou acredita que existiram vícios capazes de alterar o resultado?
Vote e explique também.
Porque uma condenação de 27 anos e três meses contra um ex-presidente da República não pode sobreviver pela força de torcida política.
Nem pode cair por ela.
Precisa sobreviver — ou cair — pela força dos autos.
O STF TERÁ UMA SEGUNDA PROVA
Talvez essa revisão não seja apenas um novo julgamento sobre Bolsonaro.
Pode acabar se tornando também um julgamento sobre a própria credibilidade do Supremo.
Se a condenação estiver juridicamente sólida, uma revisão ampla pode fortalecê-la.
Se houver erro relevante, o papel de um tribunal não é proteger a própria decisão.
É corrigi-la.
Justiça não é nunca errar.
Justiça é não ter medo de reconhecer um erro quando ele existe.
Agora, se onze ministros analisarem o caso e concluírem que a condenação deve permanecer, será uma nova decisão.
Se concluírem o contrário, o impacto será histórico.
Portanto, não se trata de perguntar se Bolsonaro merece ganhar ou perder.
A pergunta correta é outra:
o processo suportará ser examinado novamente, agora diante do Supremo inteiro?
Nós vamos descobrir.
E o veredito é seu:
A condenação de Bolsonaro deve ser revista pelos 11 ministros do STF?
CULPADO ou INOCENTE?
Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.
O poder não deixa digital. Só recibo.
O Estado cresce quando você empobrece.


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