Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.
Terça-feira, 13 de outubro, noite. O canal de WhatsApp “Exército do Lula” sai do ar. A ordem é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques: suspensão de 48 horas.
O canal só volta na quinta-feira, 15. A informação é de Luiz Bacci.
Quem esperava tapinha viu o tribunal agir.
O QUE O MINISTRO DECIDIU
A decisão condicionou a volta do canal ao registro do endereço dele na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula cumpriu a exigência.
Nunes Marques manteve a suspensão pelo período estabelecido.
É aqui que muita gente grita. Mas é aqui que a decisão se explica.
POR QUE A DECISÃO ESTÁ CERTA
Primeiro: o prazo é curto. São 48 horas, e não um banimento. Não é cassação, não é multa e não é punição definitiva. É uma pausa, medida pra um período em que cada hora de propaganda pesa.
Segundo: o endereço não apaga o histórico. Cumprir a exigência é obrigação, não anistia. Registrar o endereço é o mínimo que se pede de quem fala a milhões. A suspensão fica como freio enquanto o caso é analisado.
Terceiro: o ministro já avisou o tamanho da coisa. Em decisão anterior, ele afirmou que o presidente Lula poderá ser responsabilizado se ficar comprovado uso irregular da ferramenta. Quem avisa antes e cumpre depois é coerente.
Quarto: o histórico do canal pede cuidado. A campanha de Flávio Bolsonaro levou ao TSE um relatório apontando que 499 publicações teriam sido apagadas, uma em cada três. Isso é alegação, e ainda depende de avaliação judicial. E o relatório técnico do próprio TSE, que não achou as afirmações específicas apontadas no processo, ressalvou que parte do conteúdo podia ter sido apagada. Quando o material pode ter sumido, a Justiça tem motivo pra segurar o canal até olhar.
O CORREGEDOR LIBEROU, O PRESIDENTE CORRIGIU
O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, tinha derrubado a suspensão anterior e autorizado a volta do canal até o plenário analisar.
Aí o presidente do tribunal olhou o conjunto e decidiu que não dava pra deixar o canal solto sem regra. Essa é a função de quem preside a Corte: cuidar de que a eleição chegue ao segundo turno com as mesmas regras pra todo mundo.
Quando decisão de um ministro contraria a de outro, o tribunal precisa de alguém que fale por ele. Nunes falou.
AÍ O ELEITOR PERGUNTA
Aí o eleitor recebe a mensagem. Aí compartilha. Aí a mensagem some. Aí o relatório não acha. Aí ninguém responde.
Se existe um canal com milhões de leitores, que se identifica como “Exército” de um candidato e que, segundo o relatório da campanha adversária, apagou uma em cada três mensagens, a Justiça ficar parada é que seria o problema.
A pergunta justa é a de sempre: quem manda espalhar precisa responder pelo que espalhou.
O QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO
Agora tira o olho da suspensão e olha o relógio.
Quarenta e oito horas, de terça à noite até quinta. Falta pouco pro segundo turno, e é exatamente nessa reta que a mensagem viral faz mais estrago e custa mais pra desmentir. Uma decisão que chega depois do segundo turno não adianta nada. Chegar agora é a diferença entre proteger a eleição e arquivar o caso.
Leitura do NogNews: o ministro olhou pro calendário e decidiu a tempo. É assim que um tribunal mostra que está do lado das regras, e não do lado de quem grita mais alto.
E repare no recado. O canal tem o nome do presidente. A decisão lembra, sem rodeio, que quem empresta o nome à tropa responde pela tropa.
O QUE FICA PENDENTE
Quinta-feira, 15, o canal volta. E o plenário do TSE ainda vai analisar o caso.
Quem organizou o canal vai ter que responder uma coisa simples. Por que tanta mensagem sumiu?
Enfim Nunes fez justiça: pôs regra onde havia bagunça, e prazo onde havia pressa.
O Estado cresce quando VOCÊ empobrece.
Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.


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