Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje!
Não é apelido que o NogNews inventou. É frase dela, extraída do celular dela, num relatório que a Polícia Federal mandou pro Supremo. Quatro palavras: eles sabem o que eu sou, eu sou o Fábio.
Brasília, esta semana. A Polícia Federal fecha a análise do celular apreendido da empresária Roberta Moreira Luchsinger e monta o cronograma dos depoimentos. Na fila estão ela e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que foi chefe de gabinete do presidente da República desde o primeiro dia deste governo e só largou a cadeira em 21 de julho deste ano. O assunto do depoimento tem nome: tráfico de influência.
QUEM ERA O DONO DA ANTESSALA AGORA VAI SENTAR DO OUTRO LADO DA MESA.
A Caravana de Nogue — grupo impávido, perspicaz e intemerato — leu o que a PF escreveu ao STF, e não só a manchete de quem leu por cima. O relatório fala em "núcleo de atuação permanente e coordenada" formado por Roberta, por Fábio Luís Lula da Silva e por Fernando Bittar. O filho do presidente aparece como peça de "elevada relevância" e "beneficiário indireto". Sobre a frase do celular, os peritos anotaram: aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele.
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, nega que ela tivesse qualquer aval, questiona a autenticidade dos diálogos e fala em vazamento seletivo. Marcola confirma que recebeu o dinheiro, mas diz que era "empréstimo", já quitado, sem favor nenhum em troca. A defesa de Roberta se recolheu ao sigilo dos autos.
AS MENSAGENS DELE ESTAVAM TODAS APAGADAS
Esse é o detalhe que a nota oficial não explica. Os diálogos de Fábio Luís tinham sido apagados do aparelho. Só voltaram à vida com ferramenta especializada da PF. Homem que não fez nada normalmente não precisa de faxina no telefone.
A ESCADA
22 de março de 2024 — Numa conversa com Roberta, Lulinha menciona reuniões com Marcola, então chefe de gabinete do pai, e com Swedenberger Barbosa, o Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. Segundo a PF, foi Marcola quem agendou o encontro dos dois.
2024 e 2025 — A PF identifica ao menos seis viagens de Roberta e Lulinha com passagem e hotel no mesmo código localizador.
2024 — Ela projeta faturar R$ 100 milhões em um ano e escreve, sobre o próprio tamanho: "Sou modesta." Um dos alvos é contrato acima de R$ 1 bilhão no Ministério da Saúde, na área de canabidiol. O método, na descrição dela: trabalha a política via Palácio, é boa de costura política.
23 de janeiro de 2025 — "Ontem eu disse para Fábio: Antonio tá pressionando e acho bom vc se mexer." Antonio é o Careca do INSS.
Dezembro de 2025 — Compliance Zero. Celular apreendido.
2026 — Três inquéritos no STF. Um deles mira empresa de tecnologia parceira com R$ 55,7 milhões em contratos com o governo federal.
21 de julho de 2026 — Marcola deixa o gabinete. Dois anos e meio depois da reunião que ele agendou.
20 de agosto de 2026 — Protocolada a CPMI do Lulinha.
AGORA A CONTA É SUA
O requerimento é do senador Carlos Viana, com os deputados Cabo Gilberto Silva, Helio Lopes e Mario Frias. Trinta membros, noventa dias. Para sair do papel precisa de 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores — um terço de cada Casa. Depois disso, ainda depende de Davi Alcolumbre ler o pedido.
Sergio Moro já assinou. Viana diz que a adesão avança, inclusive no centro, mas se recusa a divulgar a lista para que os signatários não sejam pressionados pelo governo antes da formalização.
Pois é aí que está o serviço. Se assinar contra o filho do presidente exige anonimato, a assinatura já virou coragem. E coragem, no Congresso, costuma aparecer quando o eleitor liga.
O NogNews não tem a lista. Tem o telefone de todos os 513 gabinetes. E tem outubro.
EM CIMA DA MESA
À Mulher Que Era o Fábio: se era só amizade, por que a senhora dizia ser ele?
Ao Homem das Joias: quem empresta R$ 249 mil a um chefe de gabinete cobra juros ou cobra reunião?
Ao seu deputado: o senhor assinou?
Lula não sabia de nada, o que o torna incompetente, ou sabia de tudo, o que o torna corrupto?
O Estado cresce quando VOCÊ empobrece.
NOGNEWS — A verdade não pede licença.


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