Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje!
Para tudo e me escuta.
Um ministro do Supremo acaba de escrever, com todas as letras, num documento oficial, que outro ministro do Supremo tem relação pessoal com o dono do Banco Master. E não é figura de linguagem.
Segunda-feira, 21 de setembro. Último dia do prazo. André Mendonça protocola 76 páginas na mesa de Edson Fachin. Lá dentro: encontros cara a cara, contrato assinado, serviço de advocacia prestado. E mais de cinquenta mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Algumas logo antes do banqueiro ir pra cadeia.
Daqui pra frente, Moraes tem nome novo nesta redação: O MINISTRO DA VÉSPERA.
Como resumiu Herbert Freitas: Mendonça foi pro tudo ou nada.
A ESCADA
23 de janeiro de 2024: o escritório Barci de Moraes, da família do ministro, assina contrato com o Master. Trinta e seis parcelas de R$ 3 milhões. R$ 108 milhões.
12 de maio de 2025: aparece um segundo contrato do escritório, agora com a Viking Participações.
17 de novembro de 2025: Vorcaro é preso em Guarulhos tentando embarcar num jatinho pra Dubai. Antes disso, segundo Mendonça, o celular dele conversava com o Ministro da Véspera.
1º de setembro de 2026: o Ministro da Véspera manda a PF entregar relatórios que citem ministros do Supremo.
3 de setembro de 2026: dois dias depois, pede pra investigar quem investigava as mensagens dele. O alvo: Mendonça, relator do caso Master.
21 de setembro de 2026: Mendonça devolve. Com juros.
A VÉSPERA DA CADEIA
Aqui mora a parte mais indecente.
Pensa na cena. O banqueiro arrumando a mala. O jatinho esquentando a turbina. A PF a caminho. E o celular dele trocando mensagem com um ministro do Supremo.
Você manda mensagem pra quem na noite antes de fugir do país? Pra mãe. Pra esposa. Pro advogado. E, segundo a peça de Mendonça, pro Ministro da Véspera.
O escritório diz que nunca atuou no STF em processo do Master. Moraes diz que nunca julgou causa do banco. Pode ser. Mas ninguém paga R$ 108 milhões pra ganhar um bom-dia.
O QUE NINGUÉM VIU DEBAIXO DO TAPETE
Agora respira. E olha o tabuleiro.
Em Brasília, quem é pego com a mão no pote não se defende. Acusa primeiro. Quem aponta o dedo antes ganha o microfone. Quem responde vira réu na manchete.
Foi isso. Mendonça puxa o fio das mensagens. Dois dias depois, o fio vira corda no pescoço dele. Com relatório da PF que, segundo o próprio Mendonça, avisa por escrito que não serve de prova.
O Ministro da Véspera tentou prender Mendonça dentro do inquérito das fake news. Aquele inquérito que ele mesmo comanda há sete anos, escolhido na caneta, sem sorteio.
Só que Mendonça não pediu clemência. Pediu a íntegra do inquérito. Pediu investigação por abuso de autoridade e denunciação caluniosa. E jogou as mensagens na mesa do presidente da Corte.
O poder nunca deixa impressão digital. Mas celular guarda horário.
E VOCÊ COM ISSO?
Você, aposentado, que teve o dinheiro sugado no INSS. Você, que colocou a poupança num CDB que prometia o céu. Você, que acredita que o juiz é o último a quem recorrer.
Se o juiz conversa com o banqueiro... a quem você recorre?
Aí não tem juiz. Aí não tem árbitro. Aí só tem amigo.
EM CIMA DA MESA
Ao Ministro da Véspera: o que se conversa com um banqueiro nas horas antes da cadeia?
Ao presidente Fachin: o senhor vai abrir a gaveta ou vai sentar em cima dela?
Vorcaro perdeu o voo. As mensagens, não.
A VERDADE NÃO PEDE LICENÇA.
Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.


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