Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.
Terça-feira, 1º de setembro. De manhã, o ministro André Mendonça pediu à PGR que explicasse uma palavra: "proteção".
À tarde, já era outra coisa. Interlocutores contaram que Mendonça avalia levar ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido formal de investigação contra Alexandre de Moraes.
E não parou aí. Ele já está contando voto.
Por se tratar de ministro do Supremo, só o plenário pode autorizar uma investigação desse porte. Onze cadeiras. E a conta, segundo a apuração, já está feita: Moraes teria Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Mendonça teria Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux. Cármen Lúcia é dúvida. Dias Toffoli, que saiu do caso Master, é dúvida até para poder votar.
O TRIBUNAL VIROU PLACAR
Repare no que essa frase significa.
Antes de saber se existe crime, já se sabe quem vota o quê.
Não é a prova que abre a investigação. É a aritmética.
A ESCADA
17 de janeiro de 2024: mensagens no celular de Vorcaro mostram Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, enviando ao ex-banqueiro a minuta do contrato de R$ 129 milhões do escritório da família com o Master.
Novembro de 2025: o Banco Central liquida o Master. Vorcaro é preso.
Dezembro de 2025: Paulo Gonet arquiva a representação sobre esse contrato. Escreveu que "não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude".
12 de fevereiro de 2026: Mendonça é sorteado relator do caso, depois que Toffoli deixa a relatoria.
1º de setembro de 2026, 7h29: Mendonça pede à PGR explicações sobre a mensagem em que Vorcaro fala em "proteção" de "Andrei" e "Paulo".
1º de setembro de 2026, à tarde: vem à tona que ele avalia pedir a abertura de investigação contra Moraes — e que aliados já mapeiam os votos.
A SEGUNDA FRENTE
Não é só a mensagem.
A apuração aponta um segundo ponto considerado grave: a informação de que Moraes teria manuseado o contrato de R$ 129 milhões do escritório da própria mulher com o banqueiro.
Nada disso é acusação formal, é avaliação de bastidores, e Moraes não se manifestou.
Mas bastidor com placa de votação já é outra coisa. É preparação.
O QUE ISSO CUSTA PRA VOCÊ
Você é julgado por um juiz sorteado que nunca te viu na vida. Você não escolhe. Você não recorre da cara dele. Você senta no banco e espera.
Lá em cima, para investigar um, é preciso convencer dez. E os dez almoçam juntos.
Justiça de baixo é sorteio. Justiça de cima é votação. E quem vota conhece o réu pelo primeiro nome.


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