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MENDONÇA MAPEIA VOTOS NO STF PARA ABRIR INVESTIGAÇÃO CONTRA MORAES

Segundo a CNN, o relator do caso Master considerou graves as revelações de que Moraes teria pedido a Paulo Gonet e a Andrei Rodrigues proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Redação NOGNEWS
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Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.

Terça-feira, 1º de setembro. De manhã, o ministro André Mendonça pediu à PGR que explicasse uma palavra: "proteção".

À tarde, já era outra coisa. Interlocutores contaram que Mendonça avalia levar ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido formal de investigação contra Alexandre de Moraes.

E não parou aí. Ele já está contando voto.

Por se tratar de ministro do Supremo, só o plenário pode autorizar uma investigação desse porte. Onze cadeiras. E a conta, segundo a apuração, já está feita: Moraes teria Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Mendonça teria Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux. Cármen Lúcia é dúvida. Dias Toffoli, que saiu do caso Master, é dúvida até para poder votar.

O TRIBUNAL VIROU PLACAR

Repare no que essa frase significa.

Antes de saber se existe crime, já se sabe quem vota o quê.

Não é a prova que abre a investigação. É a aritmética.

A ESCADA

17 de janeiro de 2024: mensagens no celular de Vorcaro mostram Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, enviando ao ex-banqueiro a minuta do contrato de R$ 129 milhões do escritório da família com o Master.

Novembro de 2025: o Banco Central liquida o Master. Vorcaro é preso.

Dezembro de 2025: Paulo Gonet arquiva a representação sobre esse contrato. Escreveu que "não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude".

12 de fevereiro de 2026: Mendonça é sorteado relator do caso, depois que Toffoli deixa a relatoria.

1º de setembro de 2026, 7h29: Mendonça pede à PGR explicações sobre a mensagem em que Vorcaro fala em "proteção" de "Andrei" e "Paulo".

1º de setembro de 2026, à tarde: vem à tona que ele avalia pedir a abertura de investigação contra Moraes — e que aliados já mapeiam os votos.

A SEGUNDA FRENTE

Não é só a mensagem.

A apuração aponta um segundo ponto considerado grave: a informação de que Moraes teria manuseado o contrato de R$ 129 milhões do escritório da própria mulher com o banqueiro.

Nada disso é acusação formal, é avaliação de bastidores, e Moraes não se manifestou.

Mas bastidor com placa de votação já é outra coisa. É preparação.

O QUE ISSO CUSTA PRA VOCÊ

Você é julgado por um juiz sorteado que nunca te viu na vida. Você não escolhe. Você não recorre da cara dele. Você senta no banco e espera.

Lá em cima, para investigar um, é preciso convencer dez. E os dez almoçam juntos.

Justiça de baixo é sorteio. Justiça de cima é votação. E quem vota conhece o réu pelo primeiro nome.

TRIBUNAL DO LEITOR

Agora, decida você mesmo.

Depois de analisar os fatos apresentados nesta matéria, qual é o seu veredito?

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