Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.
Terça-feira, 13 de outubro. Tribunal Superior Eleitoral, Brasília. Chega à mesa um relatório técnico com um número na capa: 499.
São 499 publicações que o deputado federal André Janones (Rede-MG) teria apagado do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Quem apresenta o documento é a campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A informação é do Diário 360.
Cinco, quatro, nove. Quase quinhentas mensagens que sumiram.
A CONTA QUE O RELATÓRIO FAZ
O período analisado vai de 8 de setembro a 12 de outubro. Trinta e cinco dias.
Nesse intervalo, segundo a equipe jurídica de Flávio, uma em cada três mensagens publicadas foi excluída. Uma em cada três. Pare e pense: de cada três coisas que o canal falou, uma foi engolida.
E o canal tem nome de guerra. “Exército do Lula.”
O QUE A CAMPANHA DE FLÁVIO ALEGA
O relatório afirma duas coisas. A primeira é que parte das exclusões buscava esconder conteúdo considerado falso e ofensivo, inclusive informação sobre benefícios sociais. A segunda é que Janones orientava os seguidores a compartilhar as publicações em outras redes antes de apagar as mensagens originais.
Primeiro espalha. Depois apaga. O vídeo roda solto pelo Brasil e o rastro de origem desaparece.
As alegações foram encaminhadas à Justiça Eleitoral e ainda dependem de avaliação judicial. Nada foi julgado. Mas o relatório está na mesa.
O APAGADOR
Se o relatório estiver certo, nasce aqui o apelido: o Apagador do Exército.
O homem que bota o povo pra compartilhar e depois limpa a pista. O generalzinho que manda a tropa avançar e some com o mapa.
AÍ O ELEITOR PERGUNTA
Aí o eleitor recebe a mensagem. Aí o eleitor compartilha com a família. Aí o eleitor manda no grupo da igreja. Aí a mensagem original some.
E quem ficou com o vídeo na mão? O eleitor.
Quem espalhou, sumiu. Quem acreditou, ficou. Quem divulgou o conteúdo está lá, de cara limpa. Quem mandou divulgar, nem sinal.
Político que fala demais e apaga rápido demais não está só mudando de ideia. Está se protegendo.
O QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO
Agora tira o olho do número e olha a máquina.
“Exército do Lula” não é um grupo de amigos. É um canal de distribuição. Mensagem sai de um ponto e se espalha por centenas de grupos. Apagar o original não mata a mensagem, mata a prova de onde ela nasceu.
É a técnica mais antiga da política: o conteúdo corre, a origem desaparece e ninguém responde por nada. Se alguém acusa, o post não existe mais. Se alguém reclama, “isso nunca foi dito”.
E a data pesa. De 8 de setembro a 12 de outubro, o período em que a eleição esquentou e o segundo turno se desenhou. Se a regra é que cada mensagem vale voto, então apagar mensagem é editar o jogo no meio da partida.
O Brasil precisa saber uma coisa: quantas dessas 499 foram vistas, repassadas e votadas antes de sumir?
O QUE FICA PENDENTE
O deputado vai ter que responder uma coisa simples. Se não havia nada a esconder, por que apagar uma em cada três?
O relatório está no TSE. A resposta, ainda não.
Quando a esquerda diz “quem manda é o povo”, o povo tem o direito de ver o que ela mandou.
O Estado cresce quando VOCÊ empobrece.
Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.


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