Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.
Terça-feira, 13 de outubro. Faltam 12 dias para o segundo turno. E, de repente, o presidente Lula lembra que existe o microempreendedor.
O pacote saiu agora. O teto de faturamento do MEI sobe para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Mais medidas de renegociação de dívidas. A informação é do Diário 360.
Quatro anos de silêncio. Doze dias de pressa.
O QUE O GOVERNO PROMETE
Duas coisas, e as duas com data marcada para depois da eleição:
- Teto do MEI de R$ 110 mil em 2027.
- Teto do MEI de R$ 140 mil em 2028.
O alívio é de amanhã. A urna é daqui a 12 dias.
Promessa com prazo de entrega depois do voto não é medida. É santinho.
A CONTA QUE O GOVERNO DEIXOU
Segundo o Tesouro Nacional, a carga tributária bruta brasileira chegou a 32,40% do PIB em 2025. Alta de 0,18 ponto percentual sobre 2024.
Mais imposto, não menos. O MEI paga a conta da carga que o governo aumentou.
E o ambiente empresarial, nas palavras da própria reportagem, continua extremamente pressionado.
OS NÚMEROS DO PEQUENO
Dados da Serasa Experian: 9,2 milhões de empresas inadimplentes em julho de 2026, com dívidas de R$ 238,6 bilhões.
Desse total, 8,7 milhões são micro e pequenas empresas.
Oito vírgula sete milhões. É o tamanho do pequeno empresário no buraco.
E tem mais, na recuperação judicial:
- 755 pedidos capturados desde janeiro de 2026.
- 6.873 empresas em recuperação judicial no terceiro trimestre.
- Pelo Monitor RGF-Bizdoc, 6.341 empresas nessa situação ao fim do primeiro semestre, alta de 6,2% sobre o fim de 2025.
- Destaque para o avanço entre as microempresas.
O pequeno é quem mais quebra. E é pra ele que o governo corre agora.
AÍ O EMPREENDEDOR OLHA
Aí o empreendedor acorda às cinco. Aí abre o portão. Aí paga imposto, paga boleto, paga fornecedor e paga conta de luz.
Aí vê o pacote do presidente chegar a 12 dias da eleição. Aí pensa: onde estava essa bondade nos últimos quatro anos?
O governo posa de aliado do pequeno só quando precisa do voto do pequeno. Passou o mandato apertando o torniquete. Agora chega com o curativo.
Quem sofreu quatro anos não esquece em doze dias.
O QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO
Agora tira o olho do pacote e olha o relógio.
Quem tem confiança no próprio governo não anuncia bondade a 12 dias do segundo turno. Quem tem número bom mostra o número. Quem tem número ruim tenta mudar de assunto.
O pacote não é plano econômico. É peça de campanha. A reportagem chama de “ofensiva eleitoreira”, e o calendário concorda: o benefício vem depois, o anúncio vem agora.
O pequeno empresário é um eleitor enorme, espalhado e com raiva. Quando a inadimplência chega a 8,7 milhões de empresas e a recuperação judicial cresce, o governo percebe que o descontentamento já não cabe numa nota de rodapé. Aí corre.
Leitura do NogNews: não é generosidade, é medo. E o medo se mede no calendário. Quanto mais perto da urna, mais bondade no Diário Oficial.
O governo pode até aliviar algum peso. Mas a pergunta que o próprio texto faz continua de pé: por que o setor chega à reta final do mandato com carga maior, milhões de empresas inadimplentes e milhares recorrendo à recuperação judicial?
O QUE FICA PENDENTE
Lula vai ter que responder uma coisa simples. Se o pequeno empresário era prioridade, por que ele chega ao fim do mandato mais endividado?
O desespero não se anuncia. Mas aparece, e aparece nos 12 dias.
Quem passa quatro anos apertando e dez dias soltando não está ajudando. Está pedindo voto.
O Estado cresce quando VOCÊ empobrece.
Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.


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