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RENAN SANTOS CAMINHA A PASSOS LARGOS DE SUA INELEGIBILIDADE

Ministro do TSE Dias Toffoli apontou "indícios de ilicitudes" relacionados a 18 perfis de redes sociais informados pela chapa

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Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje!

Sábado à noite. Brasília no escuro. O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral já tinha data marcada — segunda-feira, 31 — para dizer se a chapa presidencial do Missão estava em ordem. Não vai dizer. Dias Toffoli assinou um despacho, tirou o processo da pauta e escreveu, com todas as letras, que existem "indícios de ilicitudes" no registro de Renan Antônio Ferreira dos Santos e do vice, Aroldo Medina.

O motivo cabe numa linha: 18 perfis de rede social que a chapa só lembrou de informar doze dias depois de pedir o registro.

A ONÇA QUE ESQUECEU DE SE DECLARAR

A lista entregue ao tribunal não tem só Instagram, TikTok, YouTube e Facebook do candidato. Tem endereço com nome de fantasia. "Onça Viral". "Multiverso Amarelo". "Jaguatirica Hub".

Está batizada a chapa. Daqui pra frente, nesta redação, o candidato é a Onça Viral e o companheiro de chapa é o Multiverso Amarelo.

Porque é isso que está no papel. Não é apelido de adversário. É o que a própria chapa protocolou na Justiça Eleitoral, de próprio punho, doze dias atrasada.

A ESCADA

7 de agosto de 2026: a chapa protocola o pedido de registro. É o dia em que o candidato jura ao tribunal que entregou tudo.

19 de agosto de 2026: chegam mais 18 perfis. Chamaram de "complementação". Doze dias depois.

29 de agosto de 2026, sábado, à noite: o relator lê a "complementação" e enxerga indício de ilicitude. Cita o artigo 57-B da Lei das Eleições e duas resoluções do próprio TSE. Tira o feito da pauta.

31 de agosto de 2026: o dia do julgamento. Não haverá julgamento. Nova data, ninguém marcou.

A regra que a Onça Viral tropeçou não é jurisprudência escondida em nota de rodapé. Está escrita: perfil que já existia e não foi informado no registro só pode fazer propaganda 48 horas depois de avisar a Justiça Eleitoral. Serve para quê? Para o tribunal saber quantas bocas o candidato tem antes de a campanha começar a gritar.

QUEM MONTOU ESSA CHAPA

O Missão não caiu do céu. É partido novo, de 2025, construído pela cúpula do MBL, que passou dez anos com o megafone na mão cobrando ficha limpa, transparência e prestação de contas dos outros.

Escolheram a onça-pintada como símbolo. Escolheram o candidato. Escolheram o vice. Escolheram, também, entregar o registro pela metade.

Uma dúzia de dias pode ser distração de estagiário. Dezoito perfis de uma vez, três deles com nome de página anônima, já não é distração. É uma frota.

E o eleitor de direita que resolveu apostar nesse projeto é quem fica pendurado. Não é abstração jurídica: é uma candidatura à Presidência da República travada no cartório, a menos de dois meses da eleição, por papelada que qualquer candidato a vereador entrega direito.

Enquanto isso o relógio da campanha corre, o dinheiro do fundo corre, e a candidatura segue existindo sem estar confirmada.

Indício não é sentença, os advogados do Missão ainda vão falar nos autos, e a Onça Viral pode sair de lá inteira. Mas o estrago do sábado à noite já está feito, e quem entregou o material para o adversário foi a própria chapa.

EM CIMA DA MESA

Onça Viral: por que 18 perfis não couberam no dia 7 e couberam no dia 19?

Multiverso Amarelo: o senhor sabia dos endereços quando assinou o registro, ou descobriu junto com o ministro?

Relator: decidiu num sábado à noite, tirou da pauta e não marcou nova data. Até quando o país fica sem saber se essa candidatura existe?

Quem passou uma década ensinando o Brasil a ler documento agora pede pro Brasil não ler o dele.

NOGNEWS — A VERDADE NÃO PEDE LICENÇA.

TRIBUNAL DO LEITOR

Agora, decida você mesmo.

Depois de analisar os fatos apresentados nesta matéria, qual é o seu veredito?

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