Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje.
Quarta-feira, 30 de setembro. Um ofício, o de nº 314/2026, chega ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF. Assunto: a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de Roberta Luchsinger.
Quem assina é o deputado Sanderson, do PL do Rio Grande do Sul, candidato ao Senado. O gatilho são mensagens do celular de Roberta. Elas indicam que o então embaixador do Brasil em Madri, Orlando Leite Ribeiro, teria oferecido a ajuda da embaixada na instalação da família de Lulinha na Espanha.
Antes de seguir: pedido não é decisão. O STF recebeu o pedido. Não decidiu nada sobre prisão. O próprio Sanderson condiciona a avaliação à confirmação dos elementos. Dito isso, vamos ao que está em cima da mesa.
A ESCADA
Dezembro de 2025: a PF apreende o celular de Roberta, em operação sobre fraudes no INSS. Ela e Lulinha são alvos de três inquéritos sobre suposto tráfico de influência no governo federal, abertos pela PF com autorização do STF.
Abril: o embaixador diz a Roberta que ela pode contar com ele pro que precisar na transição pra Madri.
A mudança: o apoio teria incluído pessoas e um veículo da embaixada.
A reunião: segundo o Metrópoles, o embaixador intermediou um encontro de Roberta com o reitor da Universidade de Salamanca. O embaixador diz que foi com o então diretor do Centro de Estudos Brasileiros. Duas versões pra uma reunião só.
A resposta do Itamaraty: admite que o setor educacional da embaixada deu apoio a Roberta e nega irregularidades. Apoio "educacional", com carro e gente.
30 de setembro: Sanderson protocola o pedido.
1º de outubro: o STF recebe.
QUANTO ISSO CUSTA PRA VOCÊ
Carro de embaixada não cai do céu. Gente de embaixada não trabalha de graça. É salário. É combustível. É imposto. Quem paga? Você.
O QUE NINGUÉM ESTÁ VENDO
O assunto não é só a prisão. O assunto é o argumento. Sanderson diz que, se ficar comprovado o uso da estrutura diplomática em benefício dos investigados, isso pode pesar na avaliação do risco à aplicação da lei penal. Traduzindo: quem tem embaixada na mão tem porta de saída.
Aí o brasileiro pergunta. Aí o brasileiro cobra. Aí descobre que o Itamaraty já respondeu, em nota, que não tem nada de irregular. Lógico, né?
O sistema que devia mostrar a estrada é o mesmo que oferece o carro. E em ano de eleição, a três dias da urna, o pedido cai no colo do STF com o autor candidato ao Senado. Cada um lê do seu jeito. Eu leio o fato: o ofício existe, o carro foi citado, as duas versões da reunião estão aí.
EM CIMA DA MESA
Pro Itamaraty: quem autorizou as pessoas e o veículo? Quanto custou? Pro embaixador: com quem foi a reunião? Pro ministro Mendonça: o que será feito do ofício 314/2026? Pra Lulinha e Roberta: o espaço está aberto.
Carro de embaixada tem placa oficial. A conta tem CPF: o seu.
O Estado cresce quando VOCÊ empobrece.
Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.


Notícias
Notícias
Notícias
Notícias